Escritora de textos que expressam o Cotidiano & Seus Clichês, que acometem à todos nós.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Tudo seria mais fácil se ainda fôssemos "nenéns"

Parece cômico, infundado ou sei lá, qualquer coisa imatura e resistente à vida adulta. E é isso mesmo, que tento fomentar em teu pensamento, a ideia de que se nos mantivéssemos tão inocentes, despudorados, sinceros e dispostos a apreender o mundo à nossa volta como os bebês, haveria sem sombra de dúvida menos reclamações no dia a dia da gente.
Tão menos trágico se indignar por não poder mexer em algo de vidro, andar descalço em qualquer lugar ou ficar zanzando perto fogão aceso! E qual o problema de ficarmos sem trocar as fraldas?!
Devaneios à parte, vamos raciocinar: é muito trabalhoso ser gente grande, tudo demanda responsabilidade, pontualidade, esforço mental para não perder as estribeiras e chorar com qualquer situação em que nos desagrade como são os nascidos há apenas alguns meses. Claro que todos temos que aprender desde pequenininhos a sermos assíduos e agirmos com responsabilidade, mas os nenéns não! Eles estão na fase do café com leite pra tudo. É o que prefiro acreditar.
Enfim, eu, apesar da pequena estatura tenho que admitir o quão distante estou de ser um bebê, e que saudade de algo que nem lembro como era! O que quero dizer é que além dessas inúmeras vantagens relacionadas ao povinho da creche, ou os que nem lá estão ainda, são as criaturas mais doces, meigas (há quem discorde), portadora de uma pureza de sentimentos tão nítida,  que já pude conhecer.
Sou daquelas que só de ver um pequenino na rua, já abro um sorriso e só paro quando me deparo com a mãe com feição de "pitbull raivoso" querendo me esganar pelo fato de estar me engraçando com seu tesouro, cabe dizer aqui, que são raros os casos em que são mamães simpáticas quanto seus babies que retribuem sorrindo, nosso encantamento pelas coisinhas perfeitas, que nos lembra que já fomos perfeitos também um dia.
Viva às criancinhas, que irradiam nossa vida com tudo de bom que Deus pôde dar e que infelizmente com passar das décadas vai se transformando em adultos e se tornam pessoas como eu, que resolve expressar em textos supérfluos ou não, engraçados ou não, sua admiração pelos nenéns.

Joany Talon

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